terça-feira, fevereiro 06, 2007

Cruzeiro



Tenho um sonho, e se é sonho é porque ainda não o concretizei. Nem sei se tal vai acontecer ou ficar simplesmente pelo sonho. Esse sonho é fazer um cruzeiro.

Hoje ao chegar a casa fui à caixa de correio, como é habitual, e tinha lá uma revista do SBN com o plano de férias 2007.

O que me saltou logo, foi o cruzeiro Itália/Grécia e Croácia.

Começa por partir do Porto em avião e aterrar em Veneza, onde se embarca no MSC Armonia, com destino a Bari, depois de Bari, vem Santorini e Mykonos, Pireu e Atenas. Uns dias mais tarde Corfu, e segue para Dubrovnik. Daí para Veneza e regressa-se a casa.

Devem ser oito dias maravilhosos. E a minha vontade era já marcar amanha.

A minha mente já voou, ou melhor navegou, mas não sei se será este o meu cruzeiro de sonho. A ver vamos.

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

Lady Cadinhas



Lady Cadinhas, uma menina que conheci através dos blogs.
Taurina como eu, temos muito em comum, excepto a idade.
Mas mesmo com essa diferença entendemo-nos muito bem.

Pois é Lady, dizes que não sabes como sou actualmente. Não tenho de momento fotos mais recentes que estas, mas que são de há uns 2 meses a de boné, e do final do verão passado as outras duas. Mas assim já fazes uma pequena ideia de como sou na realidade actual.

Já li o teu novo post, como sempre está muito bom, parabéns Lady.

domingo, fevereiro 04, 2007

Um domingo



Hoje quando fui tomar café, e a propósito de perguntar ao dono, se sabia como tinha ficado o jogo do FCP, que soube perdeu, acabamos a falar de atletismo, desporto que pratiquei uns bons anos e de onde não me saí mal.

Foi interessante relembrar-me de "velhas" glórias desta modalidade, algumas com quem competi, e que eram Moçambicanas, Angélica Manaca, as Irmãs Alves a Lucrecia Cumba.

Outro facto neste fim de semana, é que chegou o meu amigo Giraluas da sua grande viagem ao Vietname e Camboja. Tem imensas fotografias e historias para contar.
Sê bem regressado.

E agora à noite, daqui a pouco, vou fazer um teste à minhas unhas, ou seja vou ver se consigo andar com elas devidamente cuidadas. No meu trabalho, nem sempre consigo preservar as unhas, o mexer em moedas vai fazendo com que elas se estraguem e de nada vale andar na manicure, ou seja teria de ser todos os dias.
Gosto de ver e ter umas mãos cuidadas, por isso vou experimentar um tratamento que fortalece as unhas naturais, a ver vamos se resulta.

A minha Tucas continua na sua recuperação, que infelizmente é morosa, mas com muito animo e fé.

E está a terminar mais um fim de semana, tão rápido que passa, mas felizmente que de 8 em oito dias há mais.

quarta-feira, janeiro 31, 2007

O meu amigo João

E já lá vai 1 mês depois do fim de ano. O tempo não espera mesmo.

Hoje é quarta feira, de uma semana que não tem sido muito agradável para mim.

De tal forma não tem sido agradável que nem mencionei um facto, uma data importante, pois para mim os amigos são muito importantes. Foi o aniversário do meu grande e querido amigo, o João.

Foi na terça feira.

João apesar de não ter sido o melhor dia para mim, e não te dado a devida atenção, quero que saibas que estás no meu coração e que te desejo o melhor do mundo.

O ano passado fiz-te umas quadras, ofereci-tas devidamente emolduradas, fizemos uma festa. Tudo bem diferente, mas como sabes as coisas eram também diferentes.

Parabéns ... Parabéns ... Parabéns ....

segunda-feira, janeiro 29, 2007

Nova semana


A minha prima já saiu do IPO. Estava feliz por voltar ao lar.

Este fim de semana foi realmente diferente para mim.
Cheguei à conclusão que já me tinha esquecido de como é ter "compromissos" e isso foi bom, para eu sentir a diferença.

Ter o Tico cá em casa foi bastante divertido. Gostei de voltar a pôr a mesa para dois, de fazer almoço e jantar a pensar que não era só para mim.
No Domingo de manhã e depois de ter preparado o pequeno almoço, fui tomar um cafezinho, comprar o jornal e pão.
Ia pelo caminho e era só ver espaçadamente homens, de jornal na mão e saco de pão na outra. Engraçado como ainda se mantem velhos rituais. A mulher em casa a preparar o almoço e os maridos na sua saida matinal, para comprar o jornal e o pão.

Para quem tem filhotes e não só, vejam o filme "Uma noite no museu", é muito agradável. Eu e o Tico adoramos, rimo-nos imenso.

sexta-feira, janeiro 26, 2007

Um "homem" na minha casa



Felizmente chegou o fim de semana. A minha prima já retirou alguns drenos e espera retirar os dois ultimos para regressar a casa. Hoje já nos rimos imenso as duas pelo telefone, pois hoje é dia de começar as limpezas e não deu para ir visitá-la, pois este fim de semana vou ter um "homem" em casa. É o Tiago, o meu afilhado e primo, que já foi meu sobrinho, pois é filho da minha prima Tucas e do meu ex-cunhado Damião. Confusão...(risada).
Mas deixem lá que eu hoje fiz o meu novo colega refletir que era primo do filho em 4º grau, e um dia será primo do neto ou neta, porque é primo em 3º grau da esposa.
Há cada fenómeno parental mais castiço.
Mas continuando com o Tiago, que para mim é o Tico.
O Tico vem passar o fim de semana comigo.
Para mim vai ser um fim de semana muito diferente, porque me habituei demais a estar só, a isolar-me no meu castelo. Mas desta vez ganhei coragem e abri-o ao meu docinho.
O Tico tem 11 anos e adora poesia, contos, tudo o que seja escrever. Também gosta muito de cinema e amanha devemos ir ver um filme. Mas ainda não há programa feito, vai ser ao sabor da nossa vontade.
Benvindo Tico
A tua Ita (é assim que ele me chama)

quinta-feira, janeiro 25, 2007

Marido .... precisa-se




A brincar, vão-se tratando coisas que até são sérias.

Já há muitos anos, que existe na família, um jazigo. Esse jazigo, comprado a uma irmandade religiosa bem conhecida da nossa cidade, fica com o direito de propriedade caso não haja herdeiros a quem doar o mesmo. Mas este não haver herdeiros tem um senão, é que podem haver herdeiros, mas se forem divorciados não tem direito a essa doação.

E aqui está o problema e o porquê do anuncio de marido/precisa-se.

Neste momento a minha mãe é a dona desse local e o maior gosto dela era poder fazer à filha essa doação. Mas como a filha não satisfaz as condições impostas pela irmandade, o local onde está a nossa família que já faleceu vai parar a outra familia.

Isto entende-se? Será que vou ter mesmo que me casar para satisfazer o desejo da minha mãe?

Isto é discriminação para com os divorciados, que por este andar ainda vão parar à vala comum.

terça-feira, janeiro 23, 2007

Tristeza, força, lágrimas e esperança



A minha prima foi operada ontem, eram 16 horas. Como terminou tarde não a pude visitar.
Soube que correu tudo como planeavam e não houve complicações à priori.
Hoje à hora de almoço falei com ela por telefone e ao final do dia fui visitá-la.
Mal entrei nos portões do IPO, fraquejaram-me as pernas e uma vontade enorme de chorar atingiu-me.
Tantas recordações que aquele lugar me trazia, e mais uma vez lá estava eu a visitar alguém que me é tão querido, a minha prima.

Há 20 anos atrás, foi a vez de visitar o meu pai, de esperar pelo fim da operação e ouvir o vaticinio do médico sobre que nada havia a fazer por ele.
Tinha uma pessima relação com o meu pai, sempre fui contra prepotencia, violencia e outras coisas associadas, mas nessa altura coloquei tudo de parte, porque acima de tudo era o meu pai e alguém que estava a passar por essa doença terrivel que é o cancro, e que infelizmente não ia vencer.
Então nessa mesma altura escrevi algo para ele. Nunca mais tive coragem de ler ou dar a ler a quem quer que fosse. Não sei se por vergonha de mostrar o quanto a minha infancia foi complicada. Hoje voltei a ler. Ainda mais triste fiquei, porque gostaria que a imagem que fiquei do meu Pai fosse diferente.

Com o apoio do meu amigo João, a quem liguei de imediato e me deu a maior força do mundo, saí do carro e lá fui eu de encontro à minha prima.
Abri a porta do quarto 1006, e todas as minhas forças surgiram do nada para entrar a brincar com ela. É horrivel ver o que acontece fisicamente a uma pessoa que é tão bonita, sem cabelo, debilitada, mas sempre com um sorriso nos labios.
A certa altura saí abruptamente do quarto e vim respirar fundo. Nesse entretanto falei com duas enfermeirass a quem coloquei algumas questões, mas nada sabiam, ou não quiseram adiantar. Unanimemente só disseram que a minha irmã era uma mulher com muita coragem, que estavam muito bem impressionadas com a força e coragem dela. Sorri e disse, é minha prima, irmã só de coração. De facto somos parecidas na forma fisionómica e de ser.
Voltei ao quarto e contei-lhe a conversa com as enfermeiras. E divagamos sobre as nossas parecenças e acabamos a recordar momentos hilariantes da nossa infancia, o que acabou por dissipiar o que eu estava a sentir.
Eram 20h tinhamos de sair, era terminada a visita, com a promessa de novo regresso amanhã. Lá sai do quarto, acompanhada pelo meu primo, com rumo a casa da minha Tia, para dar uma beijoca a ela e ao Tico, o meu afilhado e filho da Tucas. Ainda mais doente saí de casa da Tia, pois mais uma vez tive de ser forte quando me apetecia era fraquejar.
E por fim cheguei ao meu cantinho, onde tirei a carapaça e deixei escoar o que me vai na alma.
Força minha Tucas vais ser uma vencedora.

segunda-feira, janeiro 22, 2007

Voltar um pouco no tempo


Hoje em arrumações, encontrei dois cadernos que utilizei como diários.
Nessa altura quem falava de computadores pessoais? Eram os cadernos que recolhiam o nosso dia a dia.
Pois eu comecei a escrever o meu diário no dia 14 de Abril de 1975, e terminei no 2º caderno em 6 de Outubro de 1977.
Quanta mudança se opera em nós, na nossa vida, na nossa forma de estar, apesar da essencia, essa nunca mudar.
Consegui regressar a esses momentos que escrevi, e ri-me de tantas atitudes, que eram tão sérias para mim nessa altura e que agora não fazem o minimo de sentido.
Voltei a rever as amizades de adolescente, que de certa forma perdi, pois nossas vidas rumaram mares diferentes.
Engraçado o relato do dia em que deixei de ser virgem, não consigo deixar de rir do que nesse dia escrevi.
E as coisas que comprava, tipo:
"De tarde o meu pai saiu, e eu e a Rosa Maria (mana) e a Guida (mana da mana) fomos comprar pano para a saia de corpo. O pano tem borboletas custou 35$00 o metro".
"Fui comprar uns sapatos, são umas máquinas, são castanhos e custaram 460$00".
Ah ah ah (risadas) tenho desenhado os sapatos, que horriveis que são, ou que eram, mas quem sabe um dia se voltem a usar.
E no dia em que os calcei, ou seja 11 de Maio de 1975:
"Vesti-me, estava mesmo gira, pois a saia ficou amorosa e para mais com estes sapatos tão belos".
E ainda nesse mesmo dia, comprei camarão da costa a 60$00 o kilo. Bons tempos.
Li agora, que no mesmo dia, mas em 1976, o meu pai deu-me 500$00 de prenda de anos. E nesse dia fui ao cinema, ver a Torre do Inferno.
A festa foi só no dia 16 de Maio, pois é o dia de aniversário da minha prima, a Tucas, e festejamos sempre juntas.

Hoje está dificil adormecer, amanha é o dia da operação da Tucas. Queria estar sempre ao lado dela, dar-lhe a força que sempre lhe dei nos momentos dificeis.
Só me resta ter pensamento positivo e aguardar que tudo acabe em bem.
Força Tucas, vais conseguir vencer.

quinta-feira, janeiro 18, 2007

Quotidiano





Dizem, as vozes, que me recolho na minha concha e que não conseguem invadir o meu mundo, o meu espaço.

Que não digo o que penso, e que tudo está bem para mim, quando a minha expressão não condiz com a minha voz.

Há uma certa verdade nesta análise, mas se tal acontece, é porque me falta a confiança, o acreditar nessas pessoas.

Não gosto de hipocrisia, e muito menos falar o que me vai na alma, quando vejo do outro lado a vontade de saber mais e mais para usar em intrigas em maldicencias.

Então aí fecho-me completamente, e afasto-me com mais ou menos pressa do que considero não serem pessoas de boa indole.

Fico abismada, quando me falam de outras pessoas, das suas vidas particulares e pessoais e as catalogam e rotulam, com uma leviandade atroz.

Ainda mais abismada fico, quando por acaso as vejo juntas, como se fossem as melhores amigas do mundo.

Mas que mundo podre este.

Por isso cá fico na minha conchinha, aceitando a intromissão de quem eu sinto merece esse privilegio.

Tudo o resto que se dane, esses tais abutres famintos à espera do suspiro final da presa.

quarta-feira, janeiro 17, 2007

Humor

Porque será que é mais fácil ao ser humano, passar do bom humor para o mau humor, do que o contrário.

Lá diz o velho ditado "quem começa o dia a cantar, acaba o dia a chorar".

Ás vezes desiludimo-nos com coisas sem importância aparente, com pequenas atitudes, com pequenos gestos, mas porquê?

Se calhar por falta de diálogo, por não sermos verdadeiros uns com os outros, e camuflar o que queremos dizer, usando o silêncio.

Ignorar o semelhante é um refugio de muitos, pois é mais fácil ignorar que dialogar.

Sou fã de uma outra expressão bem conhecida "antes uma verdade cruel que uma doce mentira".

domingo, janeiro 14, 2007

Tédio





Estranho, mas hoje sinto-me só. Não sei se por ter passado um fim de semana meia entediada, e saber que o mesmo terminou, sem ter feito o que idealizara fazer.
As vezes é dificil conjugar vontades, mesmo as nossas.
E deixamos o tempo passar, quando o poderiamos aproveitar de uma forma que nos sentissemos mais felizes.
O ser humano é mesmo estranho. Queixa-se de tudo um pouco, mas nada faz para mudar o curso do dia a dia.
E pacientemente aguarda por nova oportunidade de viver um pouco mais.

sexta-feira, janeiro 12, 2007

Uma história





Em 1985, deu-me para escrevinhar uma história, hoje apeteceu-me colocá-la aqui.



Um dia, uma pequena rã que andava sadiamente perdida no meio da natureza, resolveu mudar de vida.

Para uma vida melhor, pensava ela alegremente, enquanto dois passarinhos pousados sobre o ramo de uma frondosa árvore se amavam bem debaixo do ninho onde aconchegado dormia o filhote.

Caminhou por entre a natureza sorvendo avidamente todo o saber, toda a experiencia que aos poucos e poucos ia recolhendo.

Mas a pequena rã que nunca tinha saído do charco onde vivia, começou a ver a realidade da vida.

Viu um lenhador, que com o seu machado ia transformando em campo de batalha uma selva de catos.

Viu uma criança, suja descalça, que sofregamente devorava um pedaço de pão misturado com lágrimas.

Viu um mendigo, que desesperadamente tentava equilibrar-se nas muletas, perante o gozo e os empurrões da pequenada.

Viu uma noiva, vestida de branco. A pureza eterna para a ignorante mãe.
- Vai virgem a minha filha. Diz ela com um sorriso de clarear a escuridão.

Viu um médico que lutava violentamente com a morte, que com fortes amarras tentava puxar aquele corpo inerte mas ainda tão cheio de vida.

Viu uma criança aninhada a um canto, que chorava baixinho perante o som estridente das vozes dos pais que se agrediam.

E viu..

E viu...

Perante este cenário, a pequena rã angustiada, voltou para o seu charco.

Desiludida e cansada, mas com forças ainda para poder ter uma vida melhor, bem diferente de tudo aquilo que tinha visto, foi caminhando de encontro ao sonho, à magia, até que no limite das forças se deixou adormecer sobre uma folha de nenufar.

quarta-feira, janeiro 10, 2007

Amigos





Diz uma lenda chinesa, que amizades verdadeiras são como árvores de raízes profundas:
Nenhuma tempestade consegue arrancar.

Existem pessoas que não se tornam especiais pela forma de ser, ou de agir, mas pela profundidade com que atingem os nossos sentimentos.

às pessoas especiais.
Um beijo

terça-feira, janeiro 09, 2007

Revolta


Acabei de falar com a minha prima, que para mim é a minha irmã, já que não tenho irmãos, nem ela e sempre vivi num clima de irmã para irmã com ela.

Sempre a achei muito frágil, sempre senti que tinha de ser eu a protectora, a diferença de idades assim o fazia prever. E ao longo das nossas vidas sempre estive presente nos bons e maus momentos, com o apoio que me era possivel dar.

A nossa diferença é de 5 anos, mas era já eu uma senhorinha que namorava e ela ainda a terminar a primária.

Quis o destino que ambas tivessemos a mesma sogra, ou seja casamos com irmãos, e acabamos por ser primas e cunhadas. Por coincidencia, ambas somos do signo touro e os dois irmãos são escorpião. Mais uma coincidencia, os anversários das duas e dos dois distam de 5 dias. Felizmente que não coincidimos na duração do casamento, pois o dela ainda se mantém e são muito felizes.

Infelizmente a minha prima tem um cancro. Foi diagnosticado há uns meses e chegou a altura de ser operada.

São momentos muito dificeis, mais para quem o tem, mas quem ama alguém que está nessas condições, dar apoio, ser forte torna-se muito dificil.

Estou deveras triste e revoltada com o que ela me contou. Imaginem o que é sofrer toda uma mutação, ficar sem cabelo, sem nada, saber que a vida está por um fio e receber da médica que a acompanha no Centro de Saúde palavras crueis.

Quando a minha prima disse à médica que lhe tinham diagnosticado, além do cancro das duas mamas, que vai amputar, vestigios de metastases na coluna, essa mulher insensivel só teve estas palavras para ela: - "Deixe lá, é operada outra vez, tira umas vertebras e fica bem".

Depois destas palavras a minha prima deambulou duas horas, perdida, desesperada.

Isto faz-se a alguém?

Não sou violenta, Não gosto de confusões, mas a minha vontade é procurar este ser desumano e dizer-lhe o que me vai na alma.

Só espero que Deus esteja do lado da minha prima e que me deixe ser a mana mais velha ainda por muito anos. E não peço castigo para esse ser desumano, só peço também que Deus lhe abra o coração e a torne humana.

Desculpem o desabafo. Sinto-me tão revoltada.

terça-feira, janeiro 02, 2007

Ao meu amigo fã de Johnny Cash

E a ti meu amigo deixo esta a letra de uma canção cujo poema acho lindo.

Nunca desperdiçarei a tua amizade.

Um beijo doce da sempre amiga

Mia





JOHNNY CASH
"Rose Of My Heart"

We're the best partners this world's ever seen,
Together as close as can be.
But sometimes it's hard to find time in between,
To tell you what you mean to me.

You are the rose of my heart,
You are the love of my life.
A flower not fading nor falling apart,
If you're tired, rest your head on my arm.
Rose of my heart.

When sorrow holds you in its arms of clay,
It's rain drops that fall from your eyes.
Your smile's like the sun come to earth for a day,
You brighten my blackest of skies.

You are the rose of my heart,
You are the love of my life.
A flower not fading nor falling apart,
If you're cold, let my love make you warm.
Rose of my heart.

So hard times or easy times, what do I care,
There's nothing I'd change if I could.
The tears and the laughter are things that we share,
Your hand in mine makes it good.

You are the rose of my heart,
You are the love of my life.
A flower not fading nor falling apart,
If you're cold, let my love make you warm.
Rose of my heart.

You are the rose of my heart,
You are the love of my life.
A flower not fading nor falling apart,
If you're cold, let my love make you warm.
Rose of my heart.

segunda-feira, janeiro 01, 2007

Entramos em 2007




E 2007 chegou, que venha carregado de Paz.

Pela primeira vez passei a passagem de ano sózinha.

Apenas as mensagens que sinalizavam no telemóvel me faziam sentir que, apesar de só, não estou só.

Foi por opção que passei esta mudança de ano completamente sózinha.

Vesti-me a rigor, pois a tradição deve ser mantida.

Quando soou a meia noite, abri uma garrafa de champanhe, comi as 12 uvas passas e formulei os meus desejos.

Nesse momento, pensei na minha familia e de seguida nos amigos que me são queridos, depois vieram-me à mente as pessoas que sofrem, e ao mundo desejei um ano melhor.

Feliz 2007

sábado, dezembro 30, 2006

Balanço


Foto: Mia
Modelos: Paulo e Marlene, no dia do noivado



E mais um ano está a chegar ao fim.


O tempo não corre, voa.


Chegou a altura de fazer um balanço, projectar o novo ano, de fazermos promessas a nós mesmos que aquilo que fizemos de menos bem, seja corrigido.


O ano novo só será novo, se realizarmos coisas diferentes.


Em 2006 passamos por momentos difíceis, existiram dias de chuva, trovões, lágrimas e decepções. Mas esses momentos amadureceram-nos, estamos mais fortes por dentro.


Os bons e maus momentos que vivemos devem ser uma constante aprendizagem e devemos evitar repetir os mesmos erros.


O ano que começa é, realmente, uma oportunidade única! Talvez seja o melhor ano das nossas vidas. Pode ser cheio de sucesso, realizações e alegrias. E pode ser todas estas coisas e muito mais, dependendo da nossa participação e entusiasmo.


A nossa vida será o que nós quisermos que ela seja!


Que o ano de 2007 seja mesmo um ano mudança, para o bem.

domingo, dezembro 24, 2006

Lembranças




Eu acreditava no Pai Natal



segunda-feira, dezembro 18, 2006

TODOS OS DIAS APRENDEMOS ALGO MAIS


Hoje de tarde apeteceu-me ir cuidar um pouco do meu visual.
Fui ao cabeleireiro.
A Fernanda, que já me atende há um bom tempo, tratou de mim.
Até aqui nada de novo. Eis quando a manicure, uma menina de 22 anos me vem arranjar as mãos.
É uma garota de olhos enormes, castanho escuro. Beleza escondida pela simplicidade que tem.
Não tenho muito por costume ter assunto para falar, pois num cabeleireiro, ou já se tem alguma confiança e se pergunta pela familia, ou então comentam-se fofoquices mundanas, o que não é o meu género.
Não sei como começou, mas dei-me de repente a conversar com essa menina, ou melhor a ouvi-la a contar a própria vida.
Ficou orfã de mãe há7 meses. O pai nem sabe onde ele pára.
Vive sozinha com uma irmã de 20 anos, mas tem por perto a avó e os tios.
A mãe faleceu com um cancro na mama. O que me deu ainda mais vontade de a ouvir, pois vivo um caso identico na minha familia.
Mas mais que tudo o que me fez admira-la foi o lado maternal que ela assumiu com a irmã mais nova.
E dizia-me ela. Sabe nós não damos valor nem razão à nossa mãe, até a perdermos. Achamos que são antiquadas, umas chatas, chegamos a dizer que não gostamos delas por agirem connosco com preocupação. Mas realmente só agora que a perdi, lhe dou toda a razão. Um dia destes a minha irmã foi a um jantar de natal do emprego que arranjou há um mês. Acredita que me fartei de mandar mensagens para o telemovel, a saber se ela estava bem? E não consegui dormir até que ela chegasse?.
Como me comoveu esta miuda. A ela toda a minha admiração.

quinta-feira, dezembro 14, 2006

A minha velhinha

Hoje a minha velhinha faz 92 anos. Eu carinhosamente e também por hábito tripeiro, chamo-lhe menina.
Pois a verdade é que a menina Lucinda, que está hoje de parabéns, é uma menina que conheço há 6 anos, no local onde trabalho, e que todos os meses entre o dia 10 e 14, vem receber a sua reforma.
Desde que a conheço, que a frase de despedida dela para mim, é .."Então muita saudinha minha senhora, que Deus a acompanhe, e vamos ver se para o mês que vem eu volto".
Mas felizmente e até hoje veio sempre.
Não sabe assinar, a vida não lhe proporcionou estudos.
Como assinatura apenas a impressão digital de um indicador, tão macio como pele de bebé, cheio de ruguinhas e já muito deformado pelas artroses.

Fico sempre com o coração cheio quando a vejo, admiro tanta resistência, mas uma parte de mim sente também tristeza, porque me faz muito lembrar as minhas avós, uma na fisionomia, e a outra avó na idade. E infelizmente já não as tenho fisicamente.

A minha verdadeira velhinha, a minha confidente, a minha avó



Estás sempre presente no meu coração avózinha. Tanta paz que me davas.



domingo, dezembro 10, 2006

Parabéns Nuno

Faz amanhã 27 anos que fui mãe.
Há 27 anos atrás, neste dia 10, comecei a ter as dores de parto.
O meu filho estava para nascer.




Esperei, dorida e ansiosa pela hora de ver o meu filho nascer.

















Eram 19,40h do dia 11 de Dezembro de 1979. Nasceu o Nuno Miguel




Nuno com 6 meses



























De manhã, bem cedo a caminho da escola























Parabéns Nuno. Um enorme beijo da Mãe

terça-feira, dezembro 05, 2006

Homenagem aos meus amigos dançarinos




Um dia, e porque sempre gostei de dançar, resolvi increver-me numa Academia de Dança.
Fui a medo no primeiro dia, pois não sabia o que ia encontrar.
Encontrei uma sala cheia de pessoas de todas as idades, um pouco mais de senhoras que cavalheiros, mas senti-me bem.







Nesse trimestre iriamos aprender, Salsa, Tango e Rumba. Salsa já me era familiar de uma outra escola onde andei durante uns meses, mas tango e rumba soavam-me a caretismo. Mas mesmo assim, um pouco de pé atrás lá fui levando os verdadeiros a bom porto.
Como era bom, todas as quartas feiras as 21,30h lá estavamos nós para aprender mais um pouco.
E passei a gostar do tango, que hoje em dia considero uma dança, com muito saber,e de uma delicadeza a roçar o erotismo.






Com o passar do tempo, fui criando amizades, o Luis, o Quicas, a Raquel, Gisela, a Sandra, a Andreia, o Amãncio, o Paulo e a Marlene, o Augusto, a Andreia, o Paulo e a professora Sandra, que é um amor, e tantos outros.
Desisti ao fim de dois períodos, mas o meu coração manteve-se sempre pela Academia, que quando fazia uma noite dançante, lá me tinha.
Tenho mesmo muitas saudades, mas espero poder salda-las no proximo sabado, em mais uma noite dançante da Academia Pedro Sousa.





A vocês, amigos sou muito grata, pelo carinho que sempre tive de vós.
Até sábado.
Mia

segunda-feira, novembro 27, 2006

Desculpe, mas a minha sopa tem um ......


Não grite, não peça o livro de reclamações se por acaso for viajar pela China, mais própriamente por Pequim, e for ter ao Restaurante "Guo Li Zhuang", traduzido à letra "Força na Panela" e encontrar um pénis na sua sopa.
Pois é, numa casa restaurada nas margens do lago leste de Pequim, existe um novo restaurante cujo cardápio é extenso e atrai multidões.
O prato mais caro, que custa em euros 323,00, é precisamente o pénis da foca canadense, que é preciso encomendar com semanas de antecedência, pois é importada.
Mas, se resolver ir a este restaurante sem marcação, pode optar por outras iguarias, tipo pénis de cão russo pela módica quantia de 3,7 euros (baratíssimo), de iaque, de carneiro, de burro, de boi ou de cavalo e até de cobra que se assemelha a rebentos de bambu.
Mas se não quiser ficar por um só pénis, o chefe aconselha o famoso cozido, a 195,00 euros, ou seja um sortido de seis tipos de pénis que vêm para a mesa, crus, cortados aos pedaços ou fatiados, cujos bocados ou fatias, o cliente mergulha num caldo de galinha até este cozer.
Mas esperem, o mais solicitado é o pénis de boi, que custa 26,30 euros e tem pelo menos um metro de comprimento já depois de cozinhado e indicado para fins medicinais, no caso dos cavalheiros, os rins e nas senhoras a pele, dizem faz milagres.
Noventa por cento dos comensais são cavalheiros, homens de negócios cujas idades se cifram acima dos 50 anos, e tudo isto devido as "propriedades fortificantes" que o chefe tanto anuncia.
(texto adaptado da noticia de Rui Boavida-Agencia Lusa, publicada e. 27/Nov/2006 no J.N.)

domingo, novembro 19, 2006

Uma manhã na Feira


Fez sábado oito dias, como moro bem perto e como gosto de assistir ao buliço habitual de uma feira semanal, lá fui eu.

Andava pausadamente, olhando para aqui, olhando para além, às vezes não olhando para lugar nenhum, quando de repente ouço gritos de fujam fujam e um gerar de confusão entre os feirantes, enquanto que vários elementos da policia irrompem pela multidão, armados até aos dentes, com cães, encapuzados, numa correria infernal.

Era uma rusga.

Curiosa, deixo-me ficar a observar os trabalhos. De repente a feira fica cercada. Nunca vi tanta policia junta. A azáfama era enorme a encherem enormes sacos de plástico preto com o que iam apreendendo, ou seja dvd´s e cd's, cadenciados pelos gritos histéricos das ciganas e ciganos que iam passando por mim, presas por um braço para serem identificados.



Tudo não passaria de uma operação normal, senão o facto de quando entrei na feira, não ter visto nos locais habituais as maiores bancadas de venda destes produtos, e sentir que algo se iria passar. Pois é, já se comentava em susurros que os policias iam chegar.

Os privilegiados tinham sido avisados.

Mas como é isto possivel? Como era possivel, eu, uma mera frequentadora da feira saber de antemão o que se iria passar?

Em conversa com um policia, que estava já cansaderrimo, pois o encontro para a operação tinha sido bem cedo, apesar de pormenores de ultima hora terem atrasado a hora de actuação, e cujo maior desejo era ir para a beira da familia, até porque era fim de semana, comentei esse aspecto, mas apenas um sorriso cumplice respondeu à minha pergunta da fuga de informação.

Tanto aparato para quê? Para fazerem numeros? Para mostrar que actuam?

Voltei lá este sabado e além dos faltosos da semana anterior, agora bem presentes, lá estavam todas as bancas de venda de dvd's, cd's, no seu pregão habitual de compre 3 dvd's por 5 euros.

A policia habitual passeava, os feirantes anunciavam, as pessoas compravam, afinal o Natal está a chegar.

segunda-feira, novembro 13, 2006

Cuidado com os gatos


Pois é são uns amores, mas de quando em quando não os conhecemos e foi o que aconteceu comigo.



Fui atacada pelo meu gato.



E por duas vezes.



E tudo aconteceu ontem e hoje de madrugada.
Quando fui visitar a minha mãe, que tem um gato, este que adora colo, saltou para o meu. E eu como adoro aninais, encantada fiquei a conversar com a minha mãe enquando o LUKO ronronava de prazer ao meu colo. Logo o cheiro do gato impregnou a minha roupa.
Chegada a casa, senti que o Xuga me cheirava desvairadamente, e soltava miados estranhos. De repente estou eu de costas e sinto-o a saltar sobre o meu corpo e a morder meu braço direito sem que eu conseguisse soltar-me. Quando desistiu, fechei-o na cozinha para que ele sentisse o mal que tinha feito. E por aí ficou até as 2 da manhã, hora em que acordei no sofá da sala e fui para o meu quarto.

Como costume, veio a ronronar escadas abaixo e quando me deitei ele tomou a posição ao fundo da cama. De repente o som do telemovel gerou novo ataque, desta vez violentissimo.

Com o braço todo ferido e a sangrar, ainda pensei procurar um hospital, mas acabei por sossegar e tratar do assunto no dia seguinte.

Pois hoje, após consultar o meu médico, tenho de tomar antibiótico, tomei a anti-tetânica e amanha tenho de comparecer novamente perante a enfermeira para me fazer novo curativo em profundidade.

Vejam só o que deu estar com um gato alheio, os ciúmes são terriveis.

o XUGA hoje ronrona a meu lado feliz e contente por estar com a dona. Mas nunca mais vou confiar.

Fim de semana




Em final de fim de semana, e com o pensamento já na semana de trabalho, resolvi visitar um site de imagens http://www.olhares.com/, onde regalei a minha vista com imagens de sonho.

Penso para mim, quem é o artista, o pintor da natureza, que dia a dia a pinta de forma tão bela?

Fez-me bem ver as imagens, percorri desde a primavera ao inverno, o mar, a cidade, as montanhas, que paz.


(foto de Nuno Milheiro)

E lembrei-me de algo que escrevi já há um bom tempo, mas que se adequa a este momento.

Três horas da manhã.
Fumo calmamente um cigarro e escrevo.
Sinto-me em Paz comigo e com o mundo.
Gostava que toda a gente sentisse a paz deste momento.
Especialmente tu, que sofre e lutas por uma vida melhor, de forma a poderes encontrar a tua paz, o teu sorriso, a tua felicidade.
Não pares, não desistas, segue em frente.
Todos os caminhos, fáceis ou espinhosos te podem levar e ajudar.
Levar ao teu sonho e torná-lo uma feliz realidade.


Uma feliz semana é o que desejo.
Mia

quarta-feira, novembro 08, 2006

A um ilustre desconhecido


Ontem recebi uma mensagem em forma de poesia, que gostei imenso, por isso pedi ao autor para a publicar. E aqui vai:

3:07
a noite vai longa
os ouvidos zumbem no silêncio quente
e o clic do relogio na parede
mal se ouve no sopro do pc

lá fora um carro passa rápido
e a rua molhada soa-me a anacronismo
pois é o meu coração que rola molhado
no frio e esquecido breu do asfalto

enquanto estou a esta hora
aqui a desenhar e nas teclas
volteio os teus cabelos docemente
pra não te acordar
como um queixume, calado,
um diafragma sempre a empurrar

e estilhaço o tempo, cortado
à espera de ligar
a alma à mão,
o desejo, ao coração

e é então que, devagar
abres teus olhos
doces de chorar
e no teu halito
encontro o eterno retorno
do lugar onde
este mundo quero lembrar
3:41
me, myself, I

De him, himsef and he - vulcão azul

Obrigado pela gentileza
Mia

terça-feira, novembro 07, 2006

Às nossas crianças


O pião andava tonto de tanto rodopiar.
Velho, de bico rombo e cordel preso por um fio, lá andava ele, lado para lado no bolso daquela criança pobre.
Na escola, arrumado no armário, o pião ficava ao lado dos belos brinquedos das outras crianças à espera da hora do recreio.
O belo carro vermelho, cheio de brilho e vaidade, olhava com desprezo o velho pião,quase invisivel a um canto.
O robôt de chapa reluzente, luzes a acender e a apagar, disse com a sua voz metalica e rabugenta: - Não acho bem, não acho nada bem que essa coisa aí ao canto esteja junto de nós. Somos belos, actuais, e ele não passa de um pedaço de madeira gasta e fora de moda.
O pião estremeceu assustado e mais se escondeu naquele cantinho já tão habitual. Foi a vez do carro de bombeiros falar: - Não estou de acordo contigo, és muito egoista para te lembrares que não passas de um monte de chapa e que tal como o pião irás envelhecer e ficar ultrapassado.
Grande discussão se gerou entre os brinquedos, uns a favor, outros contra. E o pião lá continuava no seu lugar calado.
Com o barulho que todos faziam, ninguem deu pelo toque da campainha a anunciar o recreio. Tinham de parar de mexer, de discutir, pois as crianças não tardavam a procura-los para a brincadeira diária.
Só o velho pião deu conta.
Decidido rodopiou até ao meio da confusão, e com a voz mais forte que pode, gritou: - Está na hora da brincadeira. Aí vem eles.
Todos pararam obedientes e no instante seguinte as portas abriram-se de par em par ao som da alegria da pequenada.
Nesse dia, no recreio, o velho pião rodopiou com mais entusiasmo. Agora tinha a certeza de que já não estava só.

O meu gato XUGA




















Tenho um gato
por companhia
Nas horas mais tristes
é minha alegria


Se choro ele mia
Se brinco ronrona
Que bem já conhece
Ele a sua dona


O Xuga é pequeno
Mas sempre a crescer
Quando ele partir
Como vou sofrer