segunda-feira, novembro 27, 2006

Desculpe, mas a minha sopa tem um ......


Não grite, não peça o livro de reclamações se por acaso for viajar pela China, mais própriamente por Pequim, e for ter ao Restaurante "Guo Li Zhuang", traduzido à letra "Força na Panela" e encontrar um pénis na sua sopa.
Pois é, numa casa restaurada nas margens do lago leste de Pequim, existe um novo restaurante cujo cardápio é extenso e atrai multidões.
O prato mais caro, que custa em euros 323,00, é precisamente o pénis da foca canadense, que é preciso encomendar com semanas de antecedência, pois é importada.
Mas, se resolver ir a este restaurante sem marcação, pode optar por outras iguarias, tipo pénis de cão russo pela módica quantia de 3,7 euros (baratíssimo), de iaque, de carneiro, de burro, de boi ou de cavalo e até de cobra que se assemelha a rebentos de bambu.
Mas se não quiser ficar por um só pénis, o chefe aconselha o famoso cozido, a 195,00 euros, ou seja um sortido de seis tipos de pénis que vêm para a mesa, crus, cortados aos pedaços ou fatiados, cujos bocados ou fatias, o cliente mergulha num caldo de galinha até este cozer.
Mas esperem, o mais solicitado é o pénis de boi, que custa 26,30 euros e tem pelo menos um metro de comprimento já depois de cozinhado e indicado para fins medicinais, no caso dos cavalheiros, os rins e nas senhoras a pele, dizem faz milagres.
Noventa por cento dos comensais são cavalheiros, homens de negócios cujas idades se cifram acima dos 50 anos, e tudo isto devido as "propriedades fortificantes" que o chefe tanto anuncia.
(texto adaptado da noticia de Rui Boavida-Agencia Lusa, publicada e. 27/Nov/2006 no J.N.)

domingo, novembro 19, 2006

Uma manhã na Feira


Fez sábado oito dias, como moro bem perto e como gosto de assistir ao buliço habitual de uma feira semanal, lá fui eu.

Andava pausadamente, olhando para aqui, olhando para além, às vezes não olhando para lugar nenhum, quando de repente ouço gritos de fujam fujam e um gerar de confusão entre os feirantes, enquanto que vários elementos da policia irrompem pela multidão, armados até aos dentes, com cães, encapuzados, numa correria infernal.

Era uma rusga.

Curiosa, deixo-me ficar a observar os trabalhos. De repente a feira fica cercada. Nunca vi tanta policia junta. A azáfama era enorme a encherem enormes sacos de plástico preto com o que iam apreendendo, ou seja dvd´s e cd's, cadenciados pelos gritos histéricos das ciganas e ciganos que iam passando por mim, presas por um braço para serem identificados.



Tudo não passaria de uma operação normal, senão o facto de quando entrei na feira, não ter visto nos locais habituais as maiores bancadas de venda destes produtos, e sentir que algo se iria passar. Pois é, já se comentava em susurros que os policias iam chegar.

Os privilegiados tinham sido avisados.

Mas como é isto possivel? Como era possivel, eu, uma mera frequentadora da feira saber de antemão o que se iria passar?

Em conversa com um policia, que estava já cansaderrimo, pois o encontro para a operação tinha sido bem cedo, apesar de pormenores de ultima hora terem atrasado a hora de actuação, e cujo maior desejo era ir para a beira da familia, até porque era fim de semana, comentei esse aspecto, mas apenas um sorriso cumplice respondeu à minha pergunta da fuga de informação.

Tanto aparato para quê? Para fazerem numeros? Para mostrar que actuam?

Voltei lá este sabado e além dos faltosos da semana anterior, agora bem presentes, lá estavam todas as bancas de venda de dvd's, cd's, no seu pregão habitual de compre 3 dvd's por 5 euros.

A policia habitual passeava, os feirantes anunciavam, as pessoas compravam, afinal o Natal está a chegar.

segunda-feira, novembro 13, 2006

Cuidado com os gatos


Pois é são uns amores, mas de quando em quando não os conhecemos e foi o que aconteceu comigo.



Fui atacada pelo meu gato.



E por duas vezes.



E tudo aconteceu ontem e hoje de madrugada.
Quando fui visitar a minha mãe, que tem um gato, este que adora colo, saltou para o meu. E eu como adoro aninais, encantada fiquei a conversar com a minha mãe enquando o LUKO ronronava de prazer ao meu colo. Logo o cheiro do gato impregnou a minha roupa.
Chegada a casa, senti que o Xuga me cheirava desvairadamente, e soltava miados estranhos. De repente estou eu de costas e sinto-o a saltar sobre o meu corpo e a morder meu braço direito sem que eu conseguisse soltar-me. Quando desistiu, fechei-o na cozinha para que ele sentisse o mal que tinha feito. E por aí ficou até as 2 da manhã, hora em que acordei no sofá da sala e fui para o meu quarto.

Como costume, veio a ronronar escadas abaixo e quando me deitei ele tomou a posição ao fundo da cama. De repente o som do telemovel gerou novo ataque, desta vez violentissimo.

Com o braço todo ferido e a sangrar, ainda pensei procurar um hospital, mas acabei por sossegar e tratar do assunto no dia seguinte.

Pois hoje, após consultar o meu médico, tenho de tomar antibiótico, tomei a anti-tetânica e amanha tenho de comparecer novamente perante a enfermeira para me fazer novo curativo em profundidade.

Vejam só o que deu estar com um gato alheio, os ciúmes são terriveis.

o XUGA hoje ronrona a meu lado feliz e contente por estar com a dona. Mas nunca mais vou confiar.

Fim de semana




Em final de fim de semana, e com o pensamento já na semana de trabalho, resolvi visitar um site de imagens http://www.olhares.com/, onde regalei a minha vista com imagens de sonho.

Penso para mim, quem é o artista, o pintor da natureza, que dia a dia a pinta de forma tão bela?

Fez-me bem ver as imagens, percorri desde a primavera ao inverno, o mar, a cidade, as montanhas, que paz.


(foto de Nuno Milheiro)

E lembrei-me de algo que escrevi já há um bom tempo, mas que se adequa a este momento.

Três horas da manhã.
Fumo calmamente um cigarro e escrevo.
Sinto-me em Paz comigo e com o mundo.
Gostava que toda a gente sentisse a paz deste momento.
Especialmente tu, que sofre e lutas por uma vida melhor, de forma a poderes encontrar a tua paz, o teu sorriso, a tua felicidade.
Não pares, não desistas, segue em frente.
Todos os caminhos, fáceis ou espinhosos te podem levar e ajudar.
Levar ao teu sonho e torná-lo uma feliz realidade.


Uma feliz semana é o que desejo.
Mia

quarta-feira, novembro 08, 2006

A um ilustre desconhecido


Ontem recebi uma mensagem em forma de poesia, que gostei imenso, por isso pedi ao autor para a publicar. E aqui vai:

3:07
a noite vai longa
os ouvidos zumbem no silêncio quente
e o clic do relogio na parede
mal se ouve no sopro do pc

lá fora um carro passa rápido
e a rua molhada soa-me a anacronismo
pois é o meu coração que rola molhado
no frio e esquecido breu do asfalto

enquanto estou a esta hora
aqui a desenhar e nas teclas
volteio os teus cabelos docemente
pra não te acordar
como um queixume, calado,
um diafragma sempre a empurrar

e estilhaço o tempo, cortado
à espera de ligar
a alma à mão,
o desejo, ao coração

e é então que, devagar
abres teus olhos
doces de chorar
e no teu halito
encontro o eterno retorno
do lugar onde
este mundo quero lembrar
3:41
me, myself, I

De him, himsef and he - vulcão azul

Obrigado pela gentileza
Mia

terça-feira, novembro 07, 2006

Às nossas crianças


O pião andava tonto de tanto rodopiar.
Velho, de bico rombo e cordel preso por um fio, lá andava ele, lado para lado no bolso daquela criança pobre.
Na escola, arrumado no armário, o pião ficava ao lado dos belos brinquedos das outras crianças à espera da hora do recreio.
O belo carro vermelho, cheio de brilho e vaidade, olhava com desprezo o velho pião,quase invisivel a um canto.
O robôt de chapa reluzente, luzes a acender e a apagar, disse com a sua voz metalica e rabugenta: - Não acho bem, não acho nada bem que essa coisa aí ao canto esteja junto de nós. Somos belos, actuais, e ele não passa de um pedaço de madeira gasta e fora de moda.
O pião estremeceu assustado e mais se escondeu naquele cantinho já tão habitual. Foi a vez do carro de bombeiros falar: - Não estou de acordo contigo, és muito egoista para te lembrares que não passas de um monte de chapa e que tal como o pião irás envelhecer e ficar ultrapassado.
Grande discussão se gerou entre os brinquedos, uns a favor, outros contra. E o pião lá continuava no seu lugar calado.
Com o barulho que todos faziam, ninguem deu pelo toque da campainha a anunciar o recreio. Tinham de parar de mexer, de discutir, pois as crianças não tardavam a procura-los para a brincadeira diária.
Só o velho pião deu conta.
Decidido rodopiou até ao meio da confusão, e com a voz mais forte que pode, gritou: - Está na hora da brincadeira. Aí vem eles.
Todos pararam obedientes e no instante seguinte as portas abriram-se de par em par ao som da alegria da pequenada.
Nesse dia, no recreio, o velho pião rodopiou com mais entusiasmo. Agora tinha a certeza de que já não estava só.

O meu gato XUGA




















Tenho um gato
por companhia
Nas horas mais tristes
é minha alegria


Se choro ele mia
Se brinco ronrona
Que bem já conhece
Ele a sua dona


O Xuga é pequeno
Mas sempre a crescer
Quando ele partir
Como vou sofrer

segunda-feira, outubro 30, 2006

31 Outubro - Dia das Bruxas


Amanhã é o dia das bruxas, aqui vai a bruxinha Mia, em traje de festa.


Mas hoje 30 de Outubro é o aniversário de uma menina que eu gosto muito. A ti Sara os meus parabéns pelos teus 10 anitos.

E como um dia, a pedido da tua professora escreveste um poema sobre o dia de S. Valentim, o qual eu gostei muito, vou lembrá-lo para sempre.


O dia de S. Valentim

S. Valentim era padre
Padre celebra casamentos
Casamentos têm amor
Amor tem presentes
Presentes são flores
Flores é alegria
Alegria é felicidade
Felicidade trás carinho
Carinho no dia dos namorados

Sara Mota
14/02/2006

Matilde Rosa Araújo


Quem não a conhece? Já faz parte da minha vida há longos anos, quando na primária li o poema - A balada das vinte meninas friorentas - . Agradeço à Dra Matilde por me ter feito descobrir o gosto pela leitura e pela poesia.

BALADA DAS VINTE MENINAS FRIORENTAS
Vinte meninas, não mais,
Eu via ali no beiral:
Tinham cabecinha preta
E branquinho o avental.
Vinte meninas, não mais,
Eu via naquele muro:
Tinham cabecinha preta,
Vestidinho azul escuro.
As minhas vinte meninas,
Capinhas dizendo adeus,
Chegaram na Primavera
E acenaram lá dos céus.
As minhas vinte meninas
Dormiam quentes num ninho
Feito de amor e de terra,
Feito de lama e carinho.
As minhas vinte meninas
Para o almoço e o jantar
Tinham coisas pequeninas,
Que apanhavam pelo ar.
Já passou a Primavera
Suas horas pequeninas:
E houve um milagre nos ninhos.
Pois foram mães, as meninas!
Eram ovos redondinhos
Que apetecia beijar:
Ovos que continham vidas
E asinhas para voar.
Já não são vinte meninas
Que a luz do Sol acalenta.
São muitas mais! muitas mais!
Não são vinte, são oitenta!
Depois oitenta meninas
Eu via ali no beiral:
Tinham cabecinha preta
E branquinho o avental.
Mas as oitenta meninas,
Capinhas dizendo adeus,
Em certo dia de Outono
Perderam-se pelos céus.

A Dra Matilde Rosa Araújo, completou 85 primaveras.
A ela esta minha pequena mas grande homenagem.
Mia

sábado, outubro 28, 2006

SAUDADE



Saudade,
de alguem que esta longe.
Saudade,
de alguem que está perto.
Saudade,
é lindo sentir,
mas também é dor.
Saudade,
pode ser de anos,
também de momentos.
Saudade,
traduz-se em ausência.
Também é presença,
e recordação
Saudade,
é querer bem a alguém,
é também desejo.
Saudade,
é solidão.
(Mia C.)

quinta-feira, outubro 26, 2006

O porquê de Castelo da Mia

O Castêlo da Maia é uma vila portuguesa do concelho da Maia . Tem cinco freguesias , uma superfície de 19,36 km² e uma população de aproximadamente 15 452 habitantes. A vila foi criada em 23 de Agosto de 1986 .

Pois eu conheci a Vila de Castêlo da Maia há cerca de 6 anos.

Passo o meu dia a dia nesta terra.

Em tom de brincadeira digo Castelo da Mia, porque Mia é como me chamam os amigos.


Até ... Mia